domingo, 31 de março de 2013


Foto: Divulgação
  Por conta da seca, a Bahia irá receber 13 mil toneladas de milhos em grãos para alimentação de animais. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai destinar o produto aos pequenos criadores de aves, suínos, bovinos, caprinos e ovinos que utilizam o produto na ração animal. A previsão é de que os grãos cheguem ao estado entre os dias 8 de abril e 8 de maio, de acordo com aviso de compra divulgado na quarta-feira (27).
 O pedido foi feito pelo senador Walter Pinheiro (PT), que vai participar na próxima terça-feira (2) de uma reunião com presidenta Dilma Rousseff e governadores da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para discutir novas ações de convivência com a seca. A carga será entregue nos municípios de Feira de Santana, Irecê, Itaberaba, Vitória da Conquista, Juazeiro, Entre Rios, Ribeira do Pombal e Seabra, para que possa ser distribuída em mais de 200 municípios que convivem com a longa estiagem. Além da Bahia, a Conab fará a distribuição de milho nos estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
                           TABELA DE VENCIMENTO DO PISO DE SANTA BÁRBARA

 MAGISTÉRIOREAJUSTE  DO PISO  2013

783,32
TABELA 
QUADR0
EFETIVO
20  HORAS


Nível Classe
A
B
C
D
     E
F
G
  H
NÍVEL ESP
------------
783,50
 822,68
 863,31
 907,00
 952,35
999,97
1.049,96
  1.102,46
graduação
I
 1.018,55
 1.069,48
 1.122,95
 1.179,10
 1.238,05
1.299,96
1.364,95
1.433,20
Pós-graduado
II
 1.120,41
 1.176,43
1.235,25
1.297,01
1.361,86
 1.429,95
 1.501,45
1.576,52
MESTRADO
lll
1.232,45
1.294,07
1.358,77
1.426,71
1.498,05
1.572,95
1.651,59
1.734,17


DOUTORADO
IV
1.417,31
1.488,18
1.562,59
 1.640,72
 1.722,75
1.808,89
1.899,33
1.994,30

APLB Ipirá: CNTE esclarece decisão do STF sobre o piso do magi...

APLB Ipirá: CNTE esclarece decisão do STF sobre o piso do magi...: A CNTE lamenta a abordagem conferida pelos meios de comunicação à decisão do julgamento dos Embargos de Declaração opostos pelos Govern...

UFRB avalia instalação de campus em área da FAMFS

Agência Brasil


Os estudantes pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) têm até esta terça-feira (19) para providenciar a matrícula nas instituições de ensino. No site do programa estão detalhados os procedimentos necessários para obter a bolsa de estudo. Além de documentos pessoais, o candidato deve apresentar comprovantes de residência, de rendimentos, de conclusão do ensino médio, entre outros.

Os candidatos não selecionados na segunda chamada podem pedir, nos próximos dias 24 e 25, a inclusão do nome na lista de espera do programa. A primeira convocação da lista de espera será divulgada no dia 28 de fevereiro.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de educação superior para cursos de graduação e sequenciais de formação específica. Para o primeiro semestre deste ano foram oferecidas 162.329 bolsas. O balanço final do programa registrou 1.032.873 inscritos.

As bolsas aumentaram em relação ao número oferecido no segundo semestre de 2012, quando foram ofertadas 90.311 bolsas - 72.018 a menos que este ano. Em relação ao primeiro semestre de 2012, houve redução - foram oferecidas no período 195.030 bolsas, 32.701 a mais que neste ano.

Tem direito à bolsa integral o candidato com renda familiar per capita até um salário mínimo e meio (R$ 1.017). Para as bolsas parciais (50% da mensalidade), a renda familiar deve ser até três salários mínimos (R$ 2.034) por pessoa.

De acordo com o MEC, para a primeira convocação, divulgada no dia 24 de janeiro, foram pré-selecionados 159.177 candidatos, dos quais 107.575 para bolsas integrais e 51.602 para parciais

Prazo do MEC para construção de creches e pré-escolas é ampliado

Agência Brasil

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ampliou o prazo para a construção de unidades de educação infantil de 720 para 1.080 dias após o recebimento da primeira parcela do financiamento pelo Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância). A alteração foi publicada hoje (20) em resolução no Diário Oficial da União.

De acordo com a assessoria de imprensa do FNDE, a medida não atrapalha a meta atual do governo, que é construir 6 mil novas creches e pré-escolas até 2016, pois será aplicada apenas aos contratos já assinados. Até o momento, desde 2010, foram entregues 755 unidades de educação infantil (cerca de 12,6% da meta).

Ainda segundo a assessoria, a alteração foi feita porque este ano o FNDE recebeu cerca de 100 ofícios de municípios que não conseguiriam cumprir o prazo estabelecido. Caso isso acontecesse, eles teriam o financiamento cortado e as unidades não seriam concluídas.

Pelo Proinfância, as prefeituras recebem apoio federal por meio de financiamento para a construção de unidades de educação infantil para atender a crianças de até 5 anos, faixa etária da creche à pré-escola. A prefeitura providencia o terreno e o Ministério da Educação (MEC) financia a construção, os equipamentos e o mobiliário.

A resolução estabelece que os contratos assinados até o momento terão prazo estendido de dois para três anos para a finalização das obras de construção de unidades de educação infantil, pelo ProInfância, e de quadras esportivas escolares cobertas e cobertura de quadras escolares, pelo Programa de Aceleração do Crescimento - PAC 2.

As novas adesões ao Pró-Infância podem ser feitas até dia 31 de maio. Até esta data o governo deve publicar um novo edital segundo o qual as obras seguirão o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) - instituído para garantir a eficiência das obras dos grandes eventos que o Brasil sediará e estendida, por meio da Lei 12.722/2012, às obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino.

A estimativa é que com o novo regime e a utilização de peças pré-moldadas, o prazo para a construção das unidades de educação infantil seja reduzido para seis ou quatro meses e que 1,5 mil unidades sejam entregues por ano.

Segundo o Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, 1.154.572 crianças na faixa de 4 a 5 anos estavam fora da escola. A matrícula na pré-escola, no entanto,  avançou na última década. Em 2000, 51,4% das crianças nessa faixa etária tinham acesso à educação, patamar que foi para 80,1% em 2010. Correio

sábado, 30 de março de 2013

APLB Ipirá: MEC estabelece valor das bolsas para professores p...

APLB Ipirá: MEC estabelece valor das bolsas para professores p...: O Ministério da Educação fixou nesta quinta-feira, 7, por meio de portaria, o valor máximo das bolsas dos professores participantes d...

segunda-feira, 25 de março de 2013


Procuradoria entra com representação contra ex-prefeito Caetano

Por: Redação Bocão News (@bocaonews) - 23 de Março de 2013 - 08h00
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A Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE-BA) protocolou nesta quinta-feira (21) uma representação contra o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), por propaganda eleitoral antecipada. A Procuradoria entendeu que diversos outdoors espalhados pela Bahia com uma propaganda sobre o destino dos royalties do petróleo para o estado e municípios baianos, acompanha de uma fotografia do petista, configura-se propaganda eleitoral fora do período autorizado, já que Caetano é um dos pré-candidatos definidos pelo PT para a sucessão do governador Jaques Wagner. Segundo o procurador regional eleitoral Sidney Madruga, a iniciativa tem o objetivo de lançar – de forma deliberada, ostensiva e prematura – a candidatura de Caetano ao governo estadual. “Embora não contemple pedido explícito de voto, a propaganda estimula psicologicamente o consumidor, já que os anúncios mais eficazes não são aqueles endereçados ao consumo consciente, mas sim os de mensagem implícita, preordenada a agasalhar-se no subconsciente do consumidor”, diz o procurador em trecho da representação.  

Nota originalmente postada às 11h do dia 22

Ex-prefeito de Macajuba utiliza irregularmente recursos do Fundeb

Por: Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews) - 19 de Março de 2013 - 17h25
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O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) julgou procedente, nesta terça-feira (19), denúncia contra a Prefeitura de Macajuba, no exercício do ex-prefeito Luiz Tarcísio Pamponet, de irregularidades na aplicação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em 2011. A relatoria aplicou uma multa de R$ 3 mil ao gestor, que pode recorrer da decisão.

Em outubro do ano passado, como noticiou o Bocão News, as contas apresentadas pela Prefeitura foram rejeitadas pelo TCM devido a extrapolação do limite de despesa com pessoal. Em relação ao Fundeb, o gestor teria aplicado 62,14% dos recursos na remuneração dos profissionais em efetivo exercício do magistério, mas segundo o TCM agora, não houve a comprovação.

Conforme consta no relatório, não ficou comprovada a regularidade na aplicação dos 60% das receitas provenientes do Fundeb, porque não foi atestada a existência de vínculo contratual entre o profissional e a administração para caracterizar o efetivo exercício.

O gestor foi chamado para direito de reposta, mas não ofereceu elementos suficientes para afastar as irregularidades quanto à aplicação dos referidos recursos, em desacordo com a Resolução nº 01/2008, do Conselho Nacional de Educação.

domingo, 24 de março de 2013


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Muquém de São Francisco: nova eleição na cidade é marcada por ilegalidades

Em Muquém de São Francisco, eleição fora de época é marcada por indícios de uso da máquina pública, assédio a eleitores e compra de votos para favorecer candidatura de petista à prefeitura da cidade do Oeste baiano

2Jairo Costa Júnior
Domingo, dia de campanha em Piragiba, zona rural de Muquém de São Francisco, cidadezinha de pouco mais de 10 mil habitantes encravada nas planícies empoeiradas do Oeste baiano. É fim de manhã quando chega um ônibus escolar financiado pelo governo federal unicamente para transporte de alunos da rede pública. Mas, longe dos olhos da lei, Muquém vive um faroeste das urnas, em que vale tudo para comandar a prefeitura pelos próximos quatro anos. Mesmo que seja usar em eventos eleitorais veículos exclusivos para estudantes.
O episódio, registrado em 3 de março por um cinegrafista amador na caminhada do candidato Evandro dos Santos Guimarães, o Vandim da Farmácia (PT), compõe o balaio de ilegalidades que caracterizam o processo eleitoral de Muquém. No município onde a riqueza dos barões do agronegócio contrasta com a dureza da vida de pequenos agricultores em seca, o CORREIO viu, ouviu e flagrou cenas e depoimentos que revelam compra de votos, abuso de poder econômico e uso da máquina pública para favorecer um grupo político.
Para entender a escalada que transformou a cidade em terra de ninguém, é preciso voltar ao fim de 2012, quando a Justiça cancelou as eleições para prefeito. Como em quase todos os pequenos municípios do Brasil, o bolo do poder em Muquém é dividido em duas fatias. De um lado, estava Marcio Mariano (PP), apoiado pelo então prefeito Zé Nicolau, reeleito pelo PMDB em 2008. Do outro, Vandim, que também disputou as eleições naquele ano pelo PV. Mas, por falta de uma certidão judicial, Mariano teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.
Por efeito em cadeia, foram considerados nulos os votos dados a candidato do PP – 3.601, apenas 233 a mais que o rival do PT. Contudo, o percentual invalidado pela Justiça superou 50% da votação total. Índice que, pela lei, exige a realização de eleições suplementares, marcadas para 7 de abril, junto com 16 outras cidades brasileiras.
É nesse ponto que começa a montagem de um esquema de utilização da máquina pública com finalidade de vencer o duelo travado entre o 11 e o 13, como se denominam os grupos envolvidos na disputa, em referência ao número dos partidos nas urnas.
Penúltimo no ranking dos nove vereadores eleitos em outubro passado, com 295 votos, Osmar Gaspar (PT), aliado de Vandim, conseguiu apoio para se tornar presidente da Câmara Municipal. Com a cidade sem prefeito, Gaspar herdou o cargo por 90 dias, período necessário para finalizar a eleição suplementar,  na qual os mesmos candidatos de de 2012 se lançaram às urnas, em um tipo de segundo tempo. Só que, dessa vez, é o time do 13 que manda no campo do jogo, com regras feitas ao arrepio da lei.
Imagens 
É o que revela o vídeo gravado em 3 de março, em que um ônibus escolar com a logomarca do governo federal chega ao distrito de Piragi,  no mesmo dia e lugar de um evento de campanha de Vandim. Obtido através do programa Caminho da Escola, o veículo é um dos três que foram financiados pelo município com recursos do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE), exclusivamente para atender alunos da rede básica de ensino.
Menos em Muquém. Dele, desembarcam atletas para um torneio organizado pela prefeitura interina de Osmar Gaspar, eleitores e militantes de campanha, transportados para acompanhar a caminhada de Vandim. Ilegalidade não só restrita aos ônibus do Caminho da Escola.
Dia 9 de março, o CORREIO esteve em Javi, o maior dos distritos de Muquém, mais populoso e desenvolvido que a própria sede do município. Situado às margens da BR-242, que corta a vastidão do Oeste rumo a Brasília,  Javi guarda uma peculiaridade comum aos lugares que sobrevivem em meio ao fluxo de caminhões e carretas, onde a desconfiança faz parte do modo de vida.
Lá, câmeras e perguntas demais nunca são bem-vindas. Ainda mais naquele sábado com os termômetros beirando os 35 graus, em que o povoado assistia com atenção ao movimento em torno da inauguração do comitê de Vandim.
Minutos antes, na sede de Muquém, a cerca de 30 quilômetros de Javi, o CORREIO registrou o momento do embarque de militantes fardados e com bandeiras do PT, em um ônibus escolar que presta serviço à prefeitura. Ao notarem a câmera,  os passageiros gesticulam, gritam: “Filma, pode filmar”. Um homem, apelidado na cidade de “Gil Rei do Gado”, fala em tom intimidatório: “Tá fotografando o que aí? O que é que cê quer?”. A tensão permanece, enquanto o ônibus parte.
Trios 
De volta a Javi, um dos dois trios elétricos contratados para  a abertura do comitê cruza a BR, com os jingles de campanha nas alturas e miltantes acenando para a população. De acordo com consultas a especialistas e ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), a Lei das Eleições (9.504, 97), veda expressamente o uso de trios como veículo de propaganda em eleições. Em seguidas interpretações da Justiça, eles só podem ser usados como palco fixo, nunca em movimento.
Ao longo da rodovia, dez ônibus escolares que servem à prefeitura continuavam enfileirados à espera do fim do evento, para transportar eleitores de volta aos locais de origem. Todos com cartazes de Vandim e adesivos do PT colados aos para-brisas ou em latarias.  
Já passava das 15h quando chegam ao comício dois figurões do PT - o presidente estadual do partido, Jonas Paulo, e o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, um dos quatro pré-candidatos petistas ao governo do estado em 2014. É noite e ninguém parecia preocupado com o rosário de ilegalidades à vista de todos. Sem contar com as que ocorrem sob o silêncio das planícies de um cenário de faroeste eleitoral.
Intimidação em entrevista com prefeito interinoO CORREIO procurou o prefeito interino Osmar Gaspar para ouvi-lo a respeito das imagens e relatos sobre crimes eleitorais e uso da máquina pública a favor da candidatura petista.
O contato feito na inauguração de uma creche no Javi foi interrompido por tentativas de intimidação por parte da equipe do prefeito e pelo presidente da Câmara de Vereadores de Muquém, Mylton Pereira (PPS).  Ao saber do teor das imagens que provam o uso de ônibus escolares para transporte de campanha, Gaspar disse que os veículos “são particulares e fazem o que quiser” e negou que eles prestassem serviço à prefeitura.
Foi corrigido pelo seu chefe de Gabinete, Josevando Abreu, que afirmou que eles eram locados pela administração, “mas só de segunda a sexta”.  Em pouco mais de três minutos de entrevista, os aliados do prefeito se dirigiram com palavras grosseiras e ações intimidatória à reportagem e ao cinegrafista amador que acompanhava a entrevista a pedido do CORREIO, o que causou o fim da entrevista.

Dilma anuncia R$ 432 adicionais para famílias afetadas pela seca

A presidente Dilma anunciou nesta segunda-feira (5), durante seu programa de rádio "Café com a presidenta" a prorrogação por dois meses da Bolsa Estiagem e da Garantia Safra, totalizando benefício de R$ 432 em duas parcelas. A iniciativa faz parte da ampliação de medidas emergenciais de apoio à população atingida pela seca no país.
De acordo com Dilma, as famílias beneficiadas pelo Bolsa Estiagem vão receber mais duas parcelas de R$ 80 pelo programa. O governo federal também extendeu o plano Garantia Safra e vai pagar R$ 136 adicionais por dois meses "por conta do prolongamento da seca". No total, são R$ 432 em dois meses.
Segundo a presidente, são 1,5 milhão de famílias inscritas nos dois programas.
A presidente autorizou a contratação de mais 906 carros-pipa, que vão se juntar aos 4.082  já operantes. "Também repassamos recursos para os estados, que já contrataram mais de 2 mil carros-pipa", diz.
O governo prorrogou até fevereiro de 2013 a venda de milho a preço menor que o do mercado para os pequenos agricultores. "E vamos melhorar também o sistema de distribuição para que o milho mais barato chegue a quem mais precisa", afirma.(G1)

Merenda Escolar poderá ser obrigatória também nas férias

Merenda Escolar poderá ser obrigatória também nas férias
Foto: Bruno Spada/MDS
Deve ser votado na próxima terça-feira (26) o projeto de lei do senador Cícero Lucena (PSDB-PB), que estabelece que alunos matriculados na educação básica da rede pública recebam merenda escolar também fora do período letivo. O projeto já recebeu parecer favorável da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A proposta, segundo o senador, visa garantir a manutenção da dieta dos estudantes e a permanência na escola. O relator da matéria, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), justificou o voto favorável lembrando que a maioria dos alunos pertence a famílias com dificuldades para manter uma alimentação diária. Aprovada, a medida vai aprimorar o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que atualmente atende cerca de 50 milhões de crianças. Informações da Agência Estado.

sábado, 23 de março de 2013

Pior estiagem dos últimos 50 anos causa prejuízos no interior da Bahia

O produtor rural Humberto Miranda Oliveira, de Miguel Calmon (360 quilômetros de Salvador), já perdeu mais de 20% do seu rebanho. Parte da culpa é da pior seca que a Bahia já viu nos últimos 50 anos. 

Para se manter em um ambiente hostil como esse, o produtor rural simplifica a solução encontrada: “É uma vaca comendo a outra. Todo mês, temos que vender duas ou três vacas para sustentar o restante do rebanho”. 


Em uma tentativa de chamar a atenção para a situação, a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) marcou para a próxima terça-feira (26), em Salvador, uma reunião com mais de 40 sindicatos rurais de todo o estado. 

Também presidente do Sindicato Rural de Miguel Calmon, Oliveira lembra que são os médios e pequenos produtores que estão sofrendo mais. “Nos pequenos povoados dos arredores de Miguel Calmon temos as viúvas dos maridos vivos”, relata. Isso porque os pequenos produtores, que tinham entre 15 e 20 cabeças de gado, ou tiveram que vender seus animais ou os viram morrer. O resultado é que os homens do campo estão deixando a família na Bahia e indo cortar cana em São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

“Os pequenos produtores rurais que ainda estão aqui estão endividados e sem seu patrimônio original. É como se você tivesse perdido o seu carro e seu apartamento”, exemplifica Oliveira sobre a perda de um patrimônio de toda a vida.

O presidente da Faeb, João Martins da Silva, dá outro exemplo do cenário da seca na Bahia. Segundo ele, os médios produtores estão virando pequenos e os pequenos estão desaparecendo. “Seus animais morreram e eles foram liquidados. Não tivemos o amparo de ninguém. Nem do governo federal, nem do estado”, acrescenta Silva sobre os pequenos produtores. 

Burocracia
Sobre  empréstimos oferecidos pelo governo, Silva diz  que a burocracia é grande e, quando eles são concedidos, o gado ou a safra já não resistiu. “Se você me perguntar se eu acredito que a reunião irá resolver algo, eu acredito que não. Mas precisamos fazer esses produtores exporem seus problemas”, desabafa. 

A seca está atingindo agora seu grau máximo, porque as chuvas esperadas até o fim deste mês ainda não vieram.

Na carta divulgada ontem chamando a sociedade para o encontro, a Faeb questionou as promessas políticas: “Em 2012, quando a situação já era bastante grave, foram anunciadas várias medidas emergenciais, com obras como barragens subterrâneas, poços e implantação de reservas estratégicas de alimentos. 

Em nome dos produtores do semiárido baiano, questionamos: onde estão esses poços? Quantas barragens foram construídas? Quantas pessoas foram beneficiadas? Onde estão essas obras emergenciais? O que está sendo feito de concreto?”. 

Ainda não há estimativa dos prejuízos, mas Silva exemplifica que o gado antes vendido por R$ 1.800 está saindo por R$ 600, um terço, portanto. 

Governo Segundo o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação e Reforma Agrária do estado (Seagri), Eduardo Salles, muito foi feito, mas “nunca vai ser suficiente em função da dimensão da seca”. Segun do ele,  o governo estendeu de 6 mil pessoas atendidas pelo seguro-safra, em 2006, para 220 mil pessoas atendidas no último ano. O seguro é de R$ 1.520 e ofertado ao agricultor que perde toda a produção.

Salles também lembrou que o governo ganhou R$ 22 milhões para a construção de barragens subterrâneas. Agora, estariam na fase de comprar as retroescavadeiras para cada município construir a sua própria barragem.
“Estamos com recursos para a doação de 40 mil ovinos e caprinos. Só não fizemos essa doação ainda porque sabemos que, nas condições atuais, os animais morreriam de fome”, comentou. O secretário prometeu estar presente na reunião para discutir com os produtores. A Casa Civil do governo do estado, responsável pelas ações emergenciais, não comentou o assunto.

Prejuízos
O produtor de leite José Rocha Pires Veloso, de Jacobina, viu sua produção cair de mil litros por dia para 300 litros e não consegue visualizar uma estratégia para sair dessa situação.

 “Não acredito em nenhuma atitude efetiva. Só mesmo se vier a chuva. Só uns 10 anos para reavermos o que perdemos nessa seca. Acredito que já estamos em uma situação de calamidade”, diz. Dos seus 12 funcionários, hoje só sobraram três.

No último balanço, publicado no dia 9 de março, o governo decretou Situação de Emergência em 214 municípios por causa da seca.