Fim do sonho: Presidente Dilma veta o projeto que criaria novos municípios
Na mensagem publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), e dirigida ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB), Dilma explica os motivos de ter vetado o Projeto de Lei nº 98, de 2002 - Complementar, citando contrariedade ao interesse público. A proposta tinha sido aprovada pelo Senado em outubro, mas a mensagem de Dilma lembra do risco de serem gerados gastos, sem haver receita suficiente para cobrir tais despesas.
Segundo
a mensagem, o Ministério da Fazenda (MF) foi consultado e manifestou-se
pelo veto ao projeto de lei complementar. O MF argumentou que a medida
permitiria a expansão expressiva do número de municípios no país,
resultando em aumento de despesas com a manutenção de sua estrutura
administrativa e representativa.
O
ministério argumentou, também, que esse crescimento de despesas não
seria acompanhado por receitas equivalentes, gerando impactos negativos
sobre a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica. Por
fim, o MF lembrou que haveria maior pulverização na repartição dos
recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que
prejudicaria principalmente os municípios menores e com maiores
dificuldades financeiras.
Na
última sexta-feira, Dilma afirmou que era preciso ter cuidado com a
proposta de criação de municípios, pois não haveria aumento de receitas,
mas divisão do dinheiro existente.
“Quanto
mais municípios forem criados, menor a fatia do bolo que fica para
outros municípios”, afirmou durante entrevista a rádios gaúchas. O
relator do projeto no Senado, Valdir Raupp (PMDB-RO), chegou a estimar
que as novas regras permitiriam o começo do processo de desmembramento e
criação pelo menos 180 municípios. No ano passado, o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) trabalhou com eleições para 5.568 prefeituras, em todo o
país.
Emancipações
Na
região semiárida e no Território da Bacia do Jacuipe, alguns distritos
aguardavam com expectativa a emancipação. Em Riachão do Jacuipe, o
distrito de Barreiros estava na relação das localidades que pretendiam
se emancipar.
Em
Serra Preta, o distrito do Bravo também lutava pela sua emancipação.
Uma comissão já havia se encontrado com deputados na Assembleia
Legislativa da Bahia para tratar sobre o assunto.
Outros
distritos que também lutam pela emancipação são Salgadália (Conceição
do Coité), Humildes (Feira de Santana), Jorro (Tucano) e Junco
(Jacobina).


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